quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Eu comecei a fazer quinze anos no natal de 1992. Na minha cabecinha inventiva e sonhadora o ano seguinte seria mágico, promissor, muitas coisas aconteceriam e eu faria 15 anos! Acontece que no natal de 1992 eu tinha apenas... cinco.
A minha expectativa pro ano novo era tão grande que eu imaginei que tudo de melhor iria acontecer logo depois da contagem regressiva, e nos meu plano de ano perfeito estava, é claro, a minha festa de 15 anos.
Nos dez anos seguintes eu não me preocupei tanto em crescer. Tratei de curtir a minha infância e de aprender a fazer contas um pouco melhor. No ano de 2002 eu sequer tinha percebido que havia chegado a hora.
Foi a minha mãe quem trouxe a questão, me chamando pra visitar lugares pra festa. Mas eu logo cortei o barato dela... e bati pé que não queria festa, nem cerimonial, nem qualquer outra "breguice" que ela estivesse inventando. Eu queria viajar!
Estaria tudo resolvido... se a minha mãe não tivesse planejado a minha festa como se fosse dela! Os argumentos eram bastante questionáveis: "você é muito nova pra viajar sozinha", "seu avô vai morrer de desgosto se não dançar valsa com a primeira neta", "você gosta de festa...vamos fazer a melhor da sua vida". Bom, aí de fato ela tinha um ponto.... eu ADORO festa e tinha certeza de que todo mundo faria o máximo para que aquela fosse a melhor da minha vida!
Estava decidido - não exatamente por mim - mas em março de 2002 eu teria a minha festa de 15 anos!
A partir daí foi correria, bate-boca, 3 mudanças de tons de toalha em 15 dias, choro, 5 shoppings pra achar UM vestido, 2 costureiras para remodelarem OUTRO, mesa de chocolate ou mesa de sorvete, posar pra foto e... "Eu NÃO quero cerimonial, Ok?!"
Eu tinha combinado com a minha mãe e com o cerimonialista que não haveria nada de homenagens exageradas e pagação de mico desmedida. Eu ia trocar de vestido - de preto pra o branco que a minha avó havia feito pros 15 anos da minha mãe - dançar valsa com meu pai e meu avô e só!
Mas como vocês já aprenderam a minha mãe tem um dom pra ignorar o que eu digo...
No dia da festa foi assim: eu acordei e fui... pro colégio! Eu fazia prova aos sábados nessa época, e era um problemão danado se faltasse. Depois da prova minha mãe foi me buscar e fomos almoçar... o restaurante mais perto era uma churrascaria e eu comi à beça pra compensar a ansiedade, mais tarde eu descobriria que meu vestido não era lá tão compreensivo com a minha ansiedade.
Saímos do restaurante e demos uma passada no salão... só pra ver como andavam as coisas... e andavam bem! Eles estavam desenrolando os tecidos novinhos e lindos – novinhos pq eu escolhi uma cor que não era exatamente de praxe, e lindos pq eram pretos, com um bordado super delicado em prateado! Eu tava feliz e começando a ficar nervosa.
Daí direto pro cabeleireiro e começa a festa... do estica e puxa! 17 horas na porta da igreja – a única coisa que eu e minha mãe concordamos de primeira - a missa foi superbonitinha, só pra parentes bem próximos. Eu preferi fazer à tarde, pra poder me arrumar com calma antes da festa começar... e não com ela já rolando, como seria se da missa todos fossem direto pra festa.
Se tinha uma coisa que eu fazia questão era curtir a minha festa, cada minuto, sem concessões pra dezenas de trocas de roupas, paradinhas pra foto e coisas do tipo!
Em determinado momento isso gerou uns probleminhas... o fotógrafo, por exemplo, só faltou me agarrar pelo braço... eu tinha uma desculpa pronta toda vez que ele vinha com aquele “vamos pra mesa do bolo, tirar foto com fulano”.
Ai, ai, ai.... cheguei no salão. Tomei cuidado de escolher um lugar que fosse quase todo coberto... é um problema fazer aniversário bem quando as “águas de março” estão “fechando o verão”. Tradicionalmente no meu aniversário chove. Muito. Mas não choveu... =)
Eu tinha tanto, mas tanto medo de que não aparecesse ninguém, que me enfiei no camarim e só saí de lá quando a minha mãe falou: “casa cheia, pode vir”. Eu fui... e me diverti!
O resto são memórias muito queridas, que não me deixam nem por um segundo me arrepender de ter “perdido” a tal viagem. Os detalhes eu vou contando aos pouquinhos, no próximo post eu conto como a minha mãe – sim, de novo ela – armou um cerimonial surpresa!!!
A minha expectativa pro ano novo era tão grande que eu imaginei que tudo de melhor iria acontecer logo depois da contagem regressiva, e nos meu plano de ano perfeito estava, é claro, a minha festa de 15 anos.
Nos dez anos seguintes eu não me preocupei tanto em crescer. Tratei de curtir a minha infância e de aprender a fazer contas um pouco melhor. No ano de 2002 eu sequer tinha percebido que havia chegado a hora.
Foi a minha mãe quem trouxe a questão, me chamando pra visitar lugares pra festa. Mas eu logo cortei o barato dela... e bati pé que não queria festa, nem cerimonial, nem qualquer outra "breguice" que ela estivesse inventando. Eu queria viajar!
Estaria tudo resolvido... se a minha mãe não tivesse planejado a minha festa como se fosse dela! Os argumentos eram bastante questionáveis: "você é muito nova pra viajar sozinha", "seu avô vai morrer de desgosto se não dançar valsa com a primeira neta", "você gosta de festa...vamos fazer a melhor da sua vida". Bom, aí de fato ela tinha um ponto.... eu ADORO festa e tinha certeza de que todo mundo faria o máximo para que aquela fosse a melhor da minha vida!
Estava decidido - não exatamente por mim - mas em março de 2002 eu teria a minha festa de 15 anos!
A partir daí foi correria, bate-boca, 3 mudanças de tons de toalha em 15 dias, choro, 5 shoppings pra achar UM vestido, 2 costureiras para remodelarem OUTRO, mesa de chocolate ou mesa de sorvete, posar pra foto e... "Eu NÃO quero cerimonial, Ok?!"
Eu tinha combinado com a minha mãe e com o cerimonialista que não haveria nada de homenagens exageradas e pagação de mico desmedida. Eu ia trocar de vestido - de preto pra o branco que a minha avó havia feito pros 15 anos da minha mãe - dançar valsa com meu pai e meu avô e só!
Mas como vocês já aprenderam a minha mãe tem um dom pra ignorar o que eu digo...
No dia da festa foi assim: eu acordei e fui... pro colégio! Eu fazia prova aos sábados nessa época, e era um problemão danado se faltasse. Depois da prova minha mãe foi me buscar e fomos almoçar... o restaurante mais perto era uma churrascaria e eu comi à beça pra compensar a ansiedade, mais tarde eu descobriria que meu vestido não era lá tão compreensivo com a minha ansiedade.
Saímos do restaurante e demos uma passada no salão... só pra ver como andavam as coisas... e andavam bem! Eles estavam desenrolando os tecidos novinhos e lindos – novinhos pq eu escolhi uma cor que não era exatamente de praxe, e lindos pq eram pretos, com um bordado super delicado em prateado! Eu tava feliz e começando a ficar nervosa.
Daí direto pro cabeleireiro e começa a festa... do estica e puxa! 17 horas na porta da igreja – a única coisa que eu e minha mãe concordamos de primeira - a missa foi superbonitinha, só pra parentes bem próximos. Eu preferi fazer à tarde, pra poder me arrumar com calma antes da festa começar... e não com ela já rolando, como seria se da missa todos fossem direto pra festa.
Se tinha uma coisa que eu fazia questão era curtir a minha festa, cada minuto, sem concessões pra dezenas de trocas de roupas, paradinhas pra foto e coisas do tipo!
Em determinado momento isso gerou uns probleminhas... o fotógrafo, por exemplo, só faltou me agarrar pelo braço... eu tinha uma desculpa pronta toda vez que ele vinha com aquele “vamos pra mesa do bolo, tirar foto com fulano”.
Ai, ai, ai.... cheguei no salão. Tomei cuidado de escolher um lugar que fosse quase todo coberto... é um problema fazer aniversário bem quando as “águas de março” estão “fechando o verão”. Tradicionalmente no meu aniversário chove. Muito. Mas não choveu... =)
Eu tinha tanto, mas tanto medo de que não aparecesse ninguém, que me enfiei no camarim e só saí de lá quando a minha mãe falou: “casa cheia, pode vir”. Eu fui... e me diverti!
O resto são memórias muito queridas, que não me deixam nem por um segundo me arrepender de ter “perdido” a tal viagem. Os detalhes eu vou contando aos pouquinhos, no próximo post eu conto como a minha mãe – sim, de novo ela – armou um cerimonial surpresa!!!
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